GUERRA

 

Vivemos em constante
Estado de guerra
Com ou sem armas
Balas ou apertos de mão
A falsa paz e os sorrisos
Os homens transformam o ódio
Em vinho
Respiramos medo
E vomitamos dor
A cada segundo
Uma granada explode
Dentro de um peito
Os corações cegos
Os olhos que contam
Tão belas mentiras
A verdade já não é mais
O que costumava ser
Muito tempo atrás
Quando as línguas não eram
Tão afiadas quanto as facas
Mata ele 
Antes que a morte se torne 
Real demais
Pra ser ignorada
Pelos pregadores de paz
Pelos fabricantes de bombas
Pelos escritores e leitores
De poesia
O apodrecido que caminha
Muitas vezes morto cedo demais
Muitas vezes castrado
Antes de ter a chance
De abrir os olhos
E se levantar sozinho
E ressurgir
Um alguém diferente
Um alguém digno do ar
Que enche seus pulmões.

                 

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